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Respostas dos Exercícios – 2° Ano Cap. 17

CAPÍTULO 17 – CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA – GUIA DE ESTUDO

1. As principais funções da circulação são:

a) transporte de nutrientes necessários à alimentação das células;

b) transporte de gás oxigênio necessário à respiração celular;

c) remoção de gás carbônico gerado na respiração celular;

d) remoção das excreções (principalmente amônia e uréia) resultantes do metabolismo celular; e) transporte dos hormônios produzidos pelas glândulas endócrinas;

f) transporte de células e de anticorpos responsáveis pelo combate a agentes estranhos que invadam o corpo;

g) regulação da temperatura corporal.

2. A regulação da temperatura corporal é feita por alterações do fluxo de sangue na periferia do corpo. Quando a temperatura corporal aumenta, impulsos nervosos provocam a dilatação dos vasos sanguíneos da pele, de modo que maior quantidade de sangue passa a circular próximo à superfície corporal. Com isso aumenta a irradiação de calor para o ambiente com conseqüente resfriamento do corpo. Por outro lado, caso a temperatura corporal baixe, os vasos sanguíneos da pele se contraem e a circulação periférica diminui, com conseqüente redução da perda de calor.

3. O coração humano tem quatro cavidades internas, ou câmaras cardíacas: as duas superiores são chamadas de átrios cardíacos, ou aurículas; as duas inferiores são chamadas de ventrículos cardíacos. A parede dos ventrículos é constituída por uma espessa musculatura, mais espessa que a da parede dos átrios. Essa diferença relaciona-se à função dessas câmaras: enquanto os átrios bombeiam sangue para os ventrículos imediatamente abaixo deles, os ventrículos bombeiam sangue para o corpo todo.

4. O sangue chega ao coração por grandes vasos, entrando nos átrios. O átrio cardíaco esquerdo recebe sangue proveniente dos pulmões (rico em gás oxigênio), enquanto o átrio cardíaco direito recebe o sangue proveniente do resto do corpo (rico em gás carbônico). O átrio esquerdo comunica-se com o ventrículo esquerdo por um orifício guarnecido pela valva atrioventricular esquerda ou valva bicúspide, ou valva mitral, cuja função é garantir a circulação do sangue em um único sentido, sempre do átrio para o ventrículo. O átrio cardíaco direito comunica-se com o ventrículo direito por meio de um orifício guarnecido pela valva atrioventricular direita, ou valva tricúspide, cuja função é, também, garantir a circulação do sangue do átrio para o ventrículo. Quando os átrios se contraem (sístole atrial), os ventrículos estão se relaxando (diástole ventricular) e o sangue passa para dentro deles. Quando os ventrículos se contraem, as valvas atrioventriculares (direita e esquerda) fecham-se e o sangue é forçado a sair do coração. O sangue deixa o coração por artérias que partem do ventrículo direito (artéria pulmonar) e do ventrículo esquerdo (artéria aorta). O ventrículo cardíaco direito envia o sangue para os pulmões, enquanto o ventrículo cardíaco esquerdo envia o sangue para todas as demais partes do corpo. Em condições normais, não há nenhuma comunicação entre as metades direita e esquerda do coração; é como se cada metade fosse uma bomba separada, funcionando em conjunto.

5. Artérias são vasos que levam sangue do coração para órgãos e tecidos corporais. Veias são vasos que levam sangue dos órgãos e tecidos de volta ao coração. As artérias apresentam parede relativamente mais espessa que a das veias. Ambas são constituídas por três camadas de tecido, as túnicas. Internamente, as artérias e veias são revestidas pelo endotélio (túnica interna). A túnica média é formada por tecido conjuntivo elástico e por tecido muscular liso. A túnica adventícia é constituída por tecido conjuntivo fibroso. As túnicas média e adventícia são mais espessas na artéria do que na veia. As veias de maior diâmetro têm valvas em seu interior, cuja função é impedir o refluxo de sangue e garantir sua circulação em um único sentido A contração e o relaxamento da parede das artérias permitem controlar a pressão do sangue que circula em determinada região do corpo. Nas veias, o sangue flui não por contração de sua parede, mas pela movimentação dos músculos esqueléticos próximos a elas.

6. Capilares sanguíneos são vasos finíssimos, de diâmetro microscópico, que estabelecem comunicação entre arteríolas e vênulas. A parede dos capilares é constituída por uma única camada de células, estando em continuidade ao endotélio de arteríolas e vênulas. O líquido sanguíneo extravasa pelas paredes do capilar formando o líquido tissular, que banha as células ao redor, nutrindo-as e oxigenando-as. As células, por sua vez, eliminam no líquido tissular gás carbônico e excreções formadas em seu metabolismo. A maior parte do líquido tissular que sai dos vasos e banha as células são reabsorvida pêlos próprios capilares, reincorporando-se ao sangue.

7. O sistema linfático é constituído por uma ampla rede de vasos linfáticos distribuídos por todo o corpo. Os vasos linfáticos são semelhantes a capilares sanguíneos, porém terminam em fundo cego, isto é, em uma extremidade fechada. Os capilares linfáticos situam-se entre as células dos tecidos, removendo os restos

de líquido tissular e reconduzindo-o à circulação. A confluência dos capilares linfáticos origina vasos de calibre progressivamente maior, que convergem para a região torácica, onde formam dois grossos duetos linfáticos, que se unem às veias provenientes dos braços (subclávias). Se, por algum motivo, o sistema linfático deixar de cumprir sua função de drenagem do resto de líquido tissular, este pode se acumular nos tecidos, causando um inchaço conhecido como edema linfático.

8. A linfa, o fluido presente no interior dos vasos linfáticos, possui constituição semelhante à do sangue, do qual difere por não conter hemácias. A linfa, como o sangue, contém glóbulos brancos, sendo quase 99% deles linfócitos, enquanto no sangue esse tipo de leucócito representa cerca de 50% do total de leucócitos.

9. Os linfonodos são pequenas estruturas esponjosas presentes ao longo dos vasos linfáticos. Ao passar pêlos linfonodos, a linfa circula por finos canais, onde há leucócitos que identificam e destroem substâncias e corpos estranhos. Quando o organismo é invadido por microrganismos, leucócitos dos linfonodos próximos ao local da invasão identificam o invasor e começam a se multiplicar ativamente para combatê-lo. Com isso os linfonodos incham, formando as ínguas; é possível, muitas vezes, detectar um processo infeccioso pelo exame dos linfonodos.

10. Baço é um órgão rico em linfonodos, localizado do lado esquerdo do abdome, sob as últimas costelas. Ele desempenha diversas funções importantes, entre as quais se destacam: a) o armazenamento de linfócitos e monócitos, dois tipos de glóbulos brancos; b) a filtragem do sangue para a remoção de microrganismos, substâncias estranhas e resíduos celulares; c) destruição de hemácias envelhecidas. Além disso, o baço ainda atua como um “banco de sangue” de emergência, pois armazena hemácias, lançando-as na corrente sanguínea em momentos de necessidade, como em um esforço físico intenso, por exemplo.

11. No sistema cardiovascular humano o sangue percorre o seguinte trajeto: coração -> artérias —> capilares —> veias —> coração. Impulsionado pelo ventrículo direito, o sangue vai aos pulmões para ser oxigenado, de onde retorna ao coração. Impulsionado pelo ventrículo esquerdo, o sangue vai para todos os sistemas do corpo, de onde novamente retorna ao coração. Por isso, diz-se que nossa circulação é dupla, sendo o trajeto “coração -> pulmões -H> coração” denominado circulação pulmonar (ou pequena circulação) e o trajeto “coração -> sistemas corporais —> coração” denominado circulação sistêmica (ou grande circulação).

12. A maioria das artérias transporta sangue rico em gás oxigênio; por isso, o termo “sangue arterial” tem sido utilizado como sinônimo de sangue oxigenado. A maioria das veias transporta sangue pobre em gás oxigênio e rico em gás carbônico, por isso, o termo “sangue venoso” tem sido utilizado como sinônimo de sangue pobre em oxigênio. São exceções as artérias pulmonares, que levam sangue pobre em oxigênio aos pulmões, e as veias pulmonares, que trazem sangue oxigenado dos pulmões ao coração. Outras exceções são as artérias umbilicais do feto, que conduzem sangue pobre em gás oxigênio em direção à placenta, e a veia umbilical, que conduz sangue oxigenado na placenta para o embrião. Por isso, recomenda-se não utilizar os termos “sangue arterial” e “sangue venoso”.

13. O movimento do sangue em nosso corpo é mantido principalmente pelas contrações rítmicas do coração, processo em que as câmaras cardíacas relaxam-se e contraem-se alternadamente. O relaxamento de uma câmara cardíaca é chamado diástole, e sua contração é chamada sístole. Durante a diástole, a câmara cardíaca enche-se de sangue e, durante a sístole, ela bombeia o sangue para fora.

14. Uma seqüência completa de sístole e diástole das câmaras do coração é chamada ciclo cardíaco e dura cerca de (0,8 s). O início do ciclo cardíaco é marcado pela sístole dos átrios, que bombeiam sangue para o interior dos ventrículos; estes, nesse momento, estão em diástole. As valvas presentes nas entradas das veias cavas (junto ao átrio direito) e das veias pulmonares (junto ao átrio esquerdo) fecham-se durante a sístole atrial, evitando refluxo de sangue. Passados cerca de 2 décimos de segundo do início do ciclo, os ventrículos direito e esquerdo entram em sístole, bombeando sangue, respectivamente, para as artérias pulmonares e aorta. Durante a sístole ventricular, as valvas atrioventriculares direita e esquerda se fecham, evitando o retorno de sangue para os átrios. Enquanto a sístole ventricular progride, os átrios entram em diástole, enchendo-se novamente de sangue. Ao ocorrer a sístole atrial, terá início um novo ciclo cardíaco.

15. Durante um ciclo cardíaco, podem-se identificar duas “batidas” subseqüentes do coração; esses sons são gerados pelo fechamento rápido das valvas atrioventriculares e das valvas semilunares, estas últimas localizadas nas entradas das artérias pulmonar e aorta. O primeiro som, de tom mais baixo e menos audível, é causado pelo fechamento das valvas tricúspide e bicúspide, e marca o início da sístole ventricular. O segundo som, mais agudo e alto, é causado pelo fechamento das valvas semilunares e marca o início da diástole ventricular.

16. A freqüência dos batimentos cardíacos é controlada por uma região especial do coração denominada marca-passo, ou nó sinoatrial. Este é um aglomerado de células musculares especializadas localizado perto da junção entre o átrio direito e a veia cava superior. A cada segundo, aproximadamente, as células do marca-passo emitem um sinal elétrico que se propaga diretamente para a musculatura dos átrios, provocando sua contração (sístole). Outra região especializada do coração, chamada nó atrioventricular, distribui o sinal gerado pelo marca-passo, estimulando a musculatura dos ventrículos a entrar em sístole.

17. Pressão arterial é a pressão que o sangue exerce sobre a parede interna das artérias. Quando o sangue é bombeado pêlos ventrículos, ele penetra nas artérias sob alta pressão. As paredes arteriais, então, se relaxam, aumentando de volume, de modo a diminuir a pressão em seu interior. O relaxamento das paredes arteriais é causado por impulsos nervosos gerados a cada sístole ventricular e que se propagam como uma onda, do coração até as extremidades das artérias mais finas. Após a passagem do impulso a artéria volta a se contrair, de modo que, durante a diástole ventricular, quando a pressão sanguínea diminui, a artéria já está contraída o suficiente para manter o sangue circulando até a próxima sístole. Em uma pessoa jovem e com boa saúde, a pressão nas artérias durante a sístole ventricular, chamada pressão sistólica (ou máxima), oscila em torno de 120 mm Hg e 130 mm Hg. Durante a diástole, a pressão diminui, ficando em torno de 70 a 80 mm Hg; essa é a chamada pressão diastólica (ou mínima).

18. Depois de passar por milhões de arteríolas e capilares, a pressão sanguínea cai muito, atingindo valores muito baixos no interior das veias. O sangue é impulsionado de volta ao coração, em grande parte, pelas contrações dos músculos esqueléticos. Quando esses músculos se contraem, eles comprimem as veias, provocando o deslocamento do sangue no interior desses vasos. Como no interior das veias há válvulas que impedem o refluxo de sangue, este só pode se deslocar rumo ao coração. Com o relaxamento da musculatura esquelética, as veias no local se expandem e se enchem de sangue vindo das porções anteriores das veias.

19. Os macrófagos fagocitam ativamente substâncias estranhas, microrganismos e restos celulares presentes entre as células do corpo. Após serem parcialmente digeridas, substâncias dos corpos

fagocitados, genericamente denominadas antígenos, são expostas na superfície da membrana celular do macrófago. Em outras palavras, os macrófagos capturam os invasores e “apresentam” as substâncias que os compõem ao sistema imunitário.

20. Os linfócitos T auxiliadores reconhecem, por meio de receptores especiais presentes em sua membrana plasmática, os antígenos apresentados pêlos macrófagos e unem-se a eles. Durante essa união, os macrófagos liberam substâncias chamadas de interleucinas, sobre o linfócito T auxiliador. As interleucinas ativam e estimulam a multiplicação dos linfócitos T auxiliadores, aumentando o número daqueles capazes de reconhecer o antígeno apresentado. Os linfócitos T auxiliadores ativados liberam outros tipos de interleucinas, que estimulam os linfócitos T matadores e os linfócitos B capazes de reconhecer o invasor.

21. Imunidade humoral é aquela em que participam proteínas especiais presentes no plasma sanguíneo, os anticorpos, secretados pêlos linfócitos B maduros, os quais recebem a denominação de plasmócitos. Imunidade celular é aquela mediada diretamente pêlos linfócitos T matadores.

22. Anticorpos são proteínas do grupo das imunoglobulinas cuja forma lembra uma letra “Y”. As extremidades da molécula de anticorpo são capazes de reconhecer e se ligar especificamente às substâncias estranhas —os antígenos —que induziram a formação do anticorpo. A reação entre o anticorpo e o antígeno é altamente específica, ou seja, cada tipo de anticorpo reconhece um único tipo de antígeno. O anticorpo, ao se ligar ao antígeno, inativa-o e favorece sua destruição pelas células fagocitárias. Cerca de 20% das proteínas presentes no plasma sanguíneo humano são anticorpos produzidos em resposta a substâncias estranhas que penetraram no organismo.

23. Na imunidade celular atuam glóbulos brancos denominados linfócitos T matadores, ou citotóxicos. Essas células possuem, na membrana plasmática, proteínas que reconhecem e se ligam a células anormais ou infectadas por vírus, lançando sobre elas uma substância chamada perforina, que perfura a membrana plasmática da célula estranha, matando-a.

24. Mesmo após uma infecção ter sido debelada, resta no organismo certa quantidade de linfócitos especiais, as células de memória, que guardam durante anos ou mesmo pelo resto da vida a capacidade de reconhecer agentes infecciosos com os quais o organismo esteve em contato. Em caso de novo ataque, as células de memória são imediatamente ativadas e estimuladas a se reproduzir. Surge, então, em curto intervalo de tempo, um exército de células defensoras específicas.

25. Uma vacina consiste de antígenos isolados de microrganismos causadores de certa doença, ou de microrganismos vivos previamente atenuados, isto é, tratados de modo a não causarem a doença. Os antígenos presentes na vacina desencadeiam, no organismo vacinado, uma resposta imunitária primária, na qual há produção de células de memória. Caso o organismo seja invadido pelo microrganismo contra o qual foi imunizado, ocorrerá resposta imunitária secundária, mais rápida e mais intensa que a primária, e os invasores serão destruídos antes mesmo de aparecerem sintomas da doença.

26. Certas substâncias tóxicas, como toxinas bacterianas ou peçonhas de cobras e aranhas, têm efeitos fulminantes no organismo, podendo matar a pessoa antes que ela consiga produzir anticorpos. Em picadas de cobra, por exemplo, é preciso inativar rapidamente a peçonha, antes que esta cause danos irreversíveis no organismo. O tratamento é feito peia injeção de soro, uma solução de anticorpos contra peçonha de cobras, extraídos do sangue de um animal previamente imunizado. Ao serem injetados no paciente, os anticorpos do soro reconhecem a substância tóxica, unindo-se a ela e inativando-a prontamente.

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19/04/2009 - Publicado por | 2° Ano Biologia, Exercícios 2° Ano

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